Abandono Silencioso

O Instituto Universitário Justiça e Paz em Coimbra (IUJP) vai organizar, de 6 a 11 de Dezembro, uma semana solidária, integrada no Projecto Fundo Solidário.
“Se sofres com a crise experimenta a partilha” é o tema desta iniciativa protagonizada pela IUJP, em diálogo com outras entidades de Coimbra, especialmente ligadas à Universidade.“Com este Fundo Solidário procuramos atender à realidade de muitos estudantes do Ensino Superior que vivem com grandes mais dificuldades financeiras”, afirma o Pe. Nuno Santos, director do IUJP.No intuito de incentivar um “gesto solidário” para com os objectivos do projecto “vai estar, nessa semana de 6 a 11 de Dezembro, no IUJP, uma exposição com várias peças de arte, de diferentes autores/pintores/artistas, em que parte ou totalidade do valor da sua venda vai reverter para o Fundo Solidário”.“Vai ser uma boa oportunidade para divulgar, apoiar a cultura artística, para promover o ‘contacto’ com diferentes manifestações de arte, e também para adquirir solidariamente algumas peças”, referiu o director do IUJP.Pretendendo motivar os jovens para a sua participação na iniciativa, o Pe. Nuno Santos refere que “no dia 10 de Dezembro vamos ter no IUJP um jantar solidário, pelas 20h30, com um custo de 15 Euros, que irá reverter em parte para o Fundo Solidário”.
O Fundo Solidário, criado pelo Instituto Universitário Justiça e Paz, em Coimbra, nasceu da necessidade de apoiar estudantes economicamente carenciados.
“A ideia central deste fundo é a justiça, ou seja, não impedir ninguém de aceder a um nível académico considerado normal, por falta de dinheiro”, explica ao DIÁRIO AS BEIRAS, o padre Nuno Santos, diretor do IUPJ.
Lisboa, 16 abr 2012 (Ecclesia) – O Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior (SNPES) quer um Estado mais atento aos alunos carenciados e mudanças nas condições de acesso à educação, para evitar que esta se transforme num privilégio de poucos.
Numa carta enviada hoje à Agência ECCLESIA, endereçada ao secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró, os responsáveis católicos sustentam que o poder político deve assegurar que “ninguém deixe de estudar” devido a questões “exclusivamente económicas” ou para “esconder uma pobreza inesperada”.